samedi, janvier 29, 2005

dê-me amor
dê-me alguém para matar
dê-me o aço
a malva
uma faca de água
para teu sangue lavar

(no ventre que estala
mar
e mansarda
vejo o vácuo
o vento
do beijo que acaba)

dê-me amor
dê-me alguém para matar
dê-me mais
o aço
a lágrima
da faca de água
que no olhar afiada
te sangra no cais

3 Comments:

Blogger Sérgio said...

Gostei, bem conciso... e é até um pouco agudo, como a própria faca; incisivo. Meus parabéns...

4:56 PM  
Anonymous Anonyme said...

Uma interpretação peculiar:
é a famosa paixão de risca-faca.
Muito comum em forrós na periferia
de São Paulo, com muito álcool na
moleira e molejo no pé.
Como vemos em Kill Bill, vol. 1, na
cena dos 88 loucos, o sangue é água.

Miguelson

11:23 AM  
Anonymous Anonyme said...

Nossa, adorei todas as suas poesias... naum sabia q vc escrevia assim...

Vou entrar aqui mais vezes...

Bjocz...

Lana Mayra

4:37 PM  

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